terça-feira, 21 de junho de 2011

NÃO DESISTA NUNCA. PERSEVERANÇA!



Calma! Não vou dar o significado dessa palavra como comumente se faz quando queremos enfatizar uma verdade, vou por outro lado dar ênfase a essa verdade, através da história em comum de três queridos amigos e alunos amantes do basquetebol e da disciplina que esse proporciona.

São eles Mauricio #8, Wanderson #9 e Guilherme #11 (como aparecem na foto acima juntos comigo).

Cada um deles como é óbvio dizer têm diferenças peculiares, mas com algumas caracteristicas em comum: Amam o basquetebol, começaram a treinar numa escola pública, todos têm um mesmo sonho em comum: o de se profissionalizarem, e incrivelmente todos eles começaram um pouco tarde a treinar segundos os padrões brasileiros.

Quando comecei a treinar esses rapazes eles faziam parte de um programa já citado nesse blog que se utilizava do basquete como ferramenta sócio-educativa, mas que não tinha a competição como motor principal. Quando cheguei para ser professor ali introduzi o desejo de algo maior na concepção daqueles alunos. Acredito que plantei o desejo de se tornarem algo mais do que somente participantes de um projeto que tinha o basquetebol como ferramenta de trabalho, para atletas em potêncial com possibilidades de seguirem adiante, com uma carreira no esporte profissional.

Tão logo o tempo foi passando e os amigos mais novos desse trio foram conseguindo vagas em clubes para treinar e seguirem avante com seus sonhos "basquetibolistas", eles de certa maneira foram "ficando para trás" por conta da idade e da falta de volume de jogo em competições oficiais de basquete. Mas sem dúvidas não perderam a fé. Essa fé foi o que continuou a dar animo a eles para perseverarem (juntamente com o encorajamento por parte de suas famílias e seu treinador).

Mesmo com todas as probabilidades de passarem mais um ano longe do circo competitivo do basquete em 2011 eles não desistiram, perseveraram, e tamanha foi a surpresa ao terem conhecimento de uma peneira no clube que fica na cidade de Osasco, compareceram a peneira e prevaleceram. Hoje estão treinando e competindo por essa equipe na categoria cadete da liga paulista de basquetebol.

O que deixa essa história com um tom muito mais colorido do que a história em "preto e branco" que acabo de contar, é o fato de que eles tiveram que lutar contra todo o desencorajamento vindo de muitos "colegas", "treinadores" e "familiares", a idade já avançada para começarem em um clube e a falta de volme de quadra, mas a PERSEVERANÇA pode ser definida assim: O ATO DE CONTINUAR CORRENDO ATRÁS DE SEU SONHO, MESMO CONTRA TODA A IMPROBABILIDADE.

Parabéns rapazes, e que essa temporada reserve a melhora do jogo, fundamentos e da perseverança, tão necessária na formação de vencedores.

Minha homenagem a esses guerreiros do basquete de categoria de base (de tão díficil acesso nesse pais).


Forte abraço.
Prof. Denilson Seckler
CREF: 086643 G/SP







domingo, 22 de maio de 2011

DICAS PARA UM ASSINTENTE TÉCNICO.

                       Coach Padola e seus seus assistentes (Denilson e Baller) no LB10 Camp USA 2010.



DICAS para um assistente técnico.


Observar e auxiliar o seu treinador são as principais tarefas, porém existem algumas específicas para alcançar o seu real objetivo e a perspectiva para equipe.

A comunicação com a mesa de controle: acompanhar os time-outs da equipe, faltas, etc. Ver as trocas durante o jogo que surtiram efeitos positivos, observar as atuações dos atletas: ataque, defesa e no aquecimento.
Revisar os detalhes com o treinador.

Pré-treinos
: exercitar corretamente os atletas em treinos e antes do jogo em suma: ajudar a prepará-los para jogar.

Manter as estatísticas
: arremessos, rebotes, assistências, volume do jogo, etc.
Você também pode orientar os seus estatísticos e coordenar suas atividades.

Pranchetas e marcadores
: certifique-se de tê-los prontos no banco durante o tempo de espera e no vestiário, como também, no pré-jogo e no intervalo.

Cadeiras
: conte o número de cadeiras na bancada antes do jogo e certifique-se que tem o suficiente para todos os treinadores, jogadores e dirigentes, pois
muitas vezes temos 15 jogadores no elenco

Uniformes e toalhas
: ajudar a controlar e recolher os uniformes, e toalhas. Nos jogos mantenha um uniforme  extra, no caso de um jogador precisar trocar o uniforme rapidamente, ou  em acidentes simples na quadra, ou ainda, na substituição de alguma parte da extensão do uniforme.
Tenha uma boa quantidade de toalhas secas no banco.

Água
: fique atento para sempre que precisar disponibilizar água para os jogadores.

Kit de primeiros socorros: certifique-se que esteja completo e esteja com você nos jogos e treinos. Saiba onde encontrar gelo.

As bolas de basquete: verifique se estão infladas corretamente. Colete as bolas no final de cada treino.

Mantenha uma cartilha: este é o curso natural a se seguir.
Se proponha a criar um manual da equipe (se não houver um), como também um site para divulgar a equipe e seus jogos.

Comunicação
: ajude na comunicação da equipe, mantendo uma lista de todos os jogadores e treinadores, números de telefone, crie uma agenda onde você saberá e poderá ajudar a equipe se comunicar rapidamente.

Lembre-se: ser um assistente é o primeiros passo de um futuro técnico. Por isso, não se limite em apenas observar e cumprir as tarefas, além da prática, aproveite a cada momento, discussão e orientações do seu técnico, pois poderão surgir oportunidades para mostrar sua visão de jogo, esteja pronto! 
ADAPTADO, Fonte: http://jcoachpadola.com/bom_assistente_tecnico.html 

Forte abraço.
Prof. Denilson Seckler
CREF: 086643 G/SP

BOA NOTÍCIA

Na última sexta feira dia 20 de Maio (2011), Silas e Lucas foram selecionados para jogarem na equipe mirim do Clube Corinthians. 
Essa é uma ótima notícia que gostaria de compartilhar aqui para encorajar a todos os profissionais que acreditam na formação de atletas de basquetebol.  Silas e Lucas, dois meninos que começaram a jogar basquete na escola Paulino Nunes Esposo em Parelheiros há 3 anos atrás. Na epóca eu era o professor de basquete de uma ONG que leva o nome de um piloto de formula 1, e que até hoje tem um projeto de escolinha de basquete em parceria com a escola.
Assim como eles, vários outros meninos e meninas começaram a sonhar com um futuro no basquetebol após conhecerem a modalidade através de nosso trabalho ali, e mesmo com todas as dificuldades que encontraram pelo caminho, muitos deles foram encaminhados para clubes da capital e da grande São Paulo, tão logo seus esforços foram se transformando em grandes habilidades técnicas e táticas. O nível do jogo deles tem melhorado a cada dia por conta da paixão que eles desenvolveram pelo basquete e a disciplina em aplicar tudo o aprendem em pratica.

E aqui fica o encorajamento a todos os professores de educação física que são apaixonados por esse fabuloso esporte chamado basquetebol: Quando vocês ensinarem lembre-se que estarão sendo a maior referência do esporte para seus alunos, faça-os se apaixonarem pelo esporte e pela disciplina que ele proporciona.

Forte abraço a todos, parabéns ao Silas e Lucas, e para as próximas postagens contarei a história de mais alunos que começaram no Paulino (maneira como chamamos a escola referida) e hoje estão bem perto de realizarem seus sonhos.

Forte abraço
Prof. Denilson Seckler
CREF 086643/G SP

sábado, 30 de abril de 2011

Ensinos vindos do deserto.

Técnico Baller (Banespa), Prof. Denilson e Técnico Padola (Banespa) no U.S.Airways arena Phoenix- Arizona

Desculpem me o título chamativo, mas na realidade a cidade de Phoenix fica no meio de um deserto, então, o título é verdadeiro.
Passo a compartilhar com vocês agora um ensinamento bem pragmático que aprendi em minha visita a cidade de Phoenix Arizona em Julho de 2010, quando fiz parte do LB 10 CAMP (acamento realizado numa parceria entre os técnicos João Padola do Banespa, Joe Ward técnico pessoal do Leadrinho em Phoenix e o próprio Leandrinho Barbosa, hoje defendendo o Toronto Raptors).
Durante todos os treinos para os acampantes no ginásio da escola Taylor,  percebi que os fundamentos trabalhados não eram mirabolantes, ou extremamente inovadores, mas notei uma sensível diferença na maneira como eram executados, ou seja, o que foi ensinado durante o camp foi até bem comum para quem tem convivência com o ensino do basquetebol, porém a intensidade com que eram realizados os exercícios, foi o que me chamou a atenção.
Os alunos eram motivados a executar cada exercício na maior intensidade possível.
Para não ser muito repetitivo, e como minha intensão aqui é somente compartilhar uma  experiencia de ensino que vivi lá, finalizo dizendo que desde de minha volta ao Brasil depois disso, tenho ensinado e treinado os fundamentos do basquetebol na maior intensidade possível e tenho percebido que minhas equipes melhoram muito na precisão durante os jogos. Concluindo: Se os fundamentos são treinados em uma intensidade alta, a possibílidade de acerto aumenta na hora da decisão no jogo.

Se você quiser conversar mais sobre o assunto, ou se você não concorda, mande um e-mail para o endereço públicado nesse blog, eu terei o maior prazer de ler seu e-mail e respondê-lo, absorvendo novos ensinos caso necessário.

Forte Abraço
Prof. Denilson Seckler
Cref. 086643 G/SP

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Compartilhando o saber.

O experimentadíssimo técnico Dick Helm que acompanhou por mais de uma década o renomado Lenny Wilkens (Campeão da NBA de 1979 pelos extintos Seatlle SuperSonics) e que tem mais de 50 anos de experiência no ensino dos fundamentos do basquetebol nos Estados Unidos (sendo 14 anos assistente coach de equipes da NBA), e em vários países pelo mundo, assim apresentou o ensino do que conhecemos como Jump Shot (ou arremesso em situação de jogo) em uma clinica ministrada por ele em Atibaia/SP: (particpei dessa clínica em Janeiro de 2011 e passo a compartilhar com vocês o que aprendi)
o jump shot pode ser ensinado usando a expressão B-E-E-F:
B= Balance, E=Elbow, E=Eyes e F: Follow through ele usou uma palavra bem conhecida na língua inglesa, e com as iniciais ensinou, passo a passo os importantes detalhes desse fundamento. Baseado nessa clínica que fiz com Coach Dick, passei a ensinar o arremesso com uma palavra nada conhecida em nossa língua e ficou assim:
E-C-O-TRA:
E= Equilibrio que permita realizar um bom salto para facilitar o arremesso. C= Cotovelo apontado para o alvo, O= Olhos que necessitam estar fitados no alvo e que devem chegar rápidamente a esse alvo, antes do último drible preparatório para o arremesso e TRA= Trajetória, esse é um ponto crucial, a bola deverá sair da mão sendo guiada pelos dedos indicador e médio afim de que a bola siga um caminho parabólico de 60° graus no ar e encontre o alvo exatamente da maneira como foi percebido pelos olhos.

Se você quiser trocar informações sobre essa maneira de ensinar o Jump Shot, ou quiser me enviar uma maneira diferente, por favor envie-me esse conteúdo para o e-mail públicado nesse blog, terei o maior prazer em estudá-lo e incorporar os novos aprendizados ao meu acervo.

Grande abraço.
Prof. Denilson Seckler
Cref:086643 G/SP