quinta-feira, 18 de outubro de 2012

YMCA World Challenge 2012




No último dia 13 de Outubro eu e meus alunos fomos convidados a participar do dia mundial do basquetebol na ACM Lapa em São Paulo.
Foi um dia maravilhoso com muito basquetebol, amizade e suor. Fizemos alguns amistosos com as equipes da ACM e compartilhamos de momentos memoráveis.

Mas a nossa ida para lá me marcou muito, fiquei emocionado por participar de um evento tão importante e numa instituíção tão importante como a YMCA. Especialmente porque foi na YMCA que o basquetebol foi criado pelo professor canadense James Naismith em 1891.

Nosso dia foi muito marcado por esse fato histórico e por essa razão eu faço nessa matéria um convite especial a todos os amantes de basquetebol que me acompanham por aqui. Façam uma busca no Google e investiguem a vida de James Naismith o criador do basquetebol e volte as origens desse esporte tão querido por todos nós.


Forte abraço

Vida longa ao basquetebol na escola e no Brasil

Prof. Denílson Seckler

sábado, 6 de outubro de 2012

UMA COMBINAÇÃO DE SUCESSO.




Faço na primeira postagem desse mês (um dia antes do primeiro turno das eleições municipais) uma pequena reflexão baseada no que temos vivido no trabalho em nossa escola.

Eu aprendi com Deus, a vida e muitos professores que passaram por minha vida que não devemos olhar os obstáculos a nossa frente e sim as oportunidades e dar um passo de cada vez.

Em 2010, eu precisei deixar uma escola na região de Parelheiros em São Paulo, onde trabalhei por 3 anos contra minha vontade. Deixei um histórico de um tricampeonato na competição mais importante que a escola já havia participado e muitas amizades verdadeiras conquistadas durante aquele tempo. Foi muito duro ter que sair de lá!

Em Novembro daquele mesmo ano, eu soube que minha transferência havia saido e que eu iria para uma nova escola bem mais perto de minha casa na região de Interlagos. Tão logo eu soube de tal fato, procurei a direção da escola e fiz uma propósta que julgava ser muito importante para o seguimento de meu trabalho e experiência como educador e formador de atletas do basquetebol. Eu desafiei o diretor a implantarmos um projeto de esporte na escola usando o basquetebol como carro chefe.
Para meu espanto e alegria esse diretor se mostrou extremamente aberto e receptivo, interessado em proporcionar algo de valor aos alunos de sua escola e em apoiar um projeto que visava a melhoria de tais alunos (O nome do Diretor e Paulo Gonçalo dos Santos, menciono aqui para prestar um homenagem a esse grande educador).

Essa foi a grande mistura:
Um desejo de fazer algo que se ama + o apoio necessário vindo de quem tem poder, coragem e influência e não tem medo de ariscar.

O resultado dessa combinação que requer muito trabalho e adaptação diária está ilustrado nas fotos acima, onde celebramos nosso bicampeonato reginal estudantil e o apoio da equipe gestora da nossa escola.

Estamos partindo para a semifinal municipal e já recebemos nosso uniforme oficial que iremos apresentar para toda escola na semana do dia 8 de Outubro.

Antes mesmo de chegar o final de nossa programação desse ano 3 de nossos alunos já foram convidados a integrarem uma equipe de um clube da federação paulista de basketball.

maravilhoso não? Mas preciso dizer que nem tudo foi só alegria nesses dois primeiros anos de trabalho na escola. Além do trabalho desgastante semana após semana, ainda precisamos lidar com as controvérsias, os olhares de reprovação de alguns colegas de trabalho que não entendem o objetivo do projeto, a letargia que afeta como um câncer o chamado serviço público e impede o crescimento do país e é claro o embate de ideias contrarias, a necessidade de convencer a comunidade e os pais a se envolverem com os filhos, a falta de recurso financeiro e outras coisas. Mas nenhuma dessas coisas nos impede de fazer o que amamos e como eu disse essa combinação é de sucesso. 100% dos alunos envolvidos com o basquetebol na escola melhoraram suas notas e comportamento e só isso para mim já é uma conquista pela qual vale a pena lutar.


Como palavra final deixo um desafio a meus colégas professores de educação fisica:

Combine: Seu amor pelo que faz + a disposição de enfrentar um sisitema desenhado para o fracasso da sociedade estudatil e você  terá um sucesso que vai além dos trofeus e medalhas: A chance de influenciar um geração.

Vamos combinar?

Abração e até a próxima.

Prof. Denílson Seckler

PS: Vote pensando em melhorar a educação de nosso municipio!


terça-feira, 4 de setembro de 2012

UMA REFLEXÃO SOBRE GANHAR E PERDER.

 Equipe feminina de basquetebol do X5 EMEF Prof. (A) Maria Lucia


Como professor, procuro sempre ensinar algo a meus alunos, e tenho me utilizado muito da competição como instrumento para tal. O relato a seguir tem tudo haver com isso.

No último final de semana eu e minha equipe feminina de basquete aprendemos valiosas lições acerca de vitória e derrota. Nós trouxemos do ano passado um título invícto da fase regional das olimpíadas estudantis e uma bagagem gigante de treinamentos nesse ano. Esse ano recebemos essa fase nas depedências de nossa escola. O cenário estava extremamente favorável a um
bi-campeonato... Chegamos a final, como era de se esperar, mas lá (no jogo final) descobrimos nossa primeira lição vinda de um derrota ridícula num jogo onde minhas meninas não sabiam o que fazer em quadra e erraram muito.

Ficamos com a medalha de prata, perdemos para a mesma equipe que no ano anterior haviamos vencido na final. Choro, tristeza e frustração. No final quando sentamos juntos para avaliar o jogo, descobrimos coisas que nos surpreenderam bastante e também nos ensinaram muito.
O excesso de confiança de nossa equipe foi um fator cruxial para que perdessemos o campeonato, pois as meninas entraram em quadra certas da vitória (elas se basearam na vitória do ano anterior). Tão logo nossas adversárias fizeram a primeira cesta, nossa equipe se perdeu... Não estavam preparadas para tal situação e a conclusão foi a já citada derrota. As lições que aprendemos com essa derrota foram: humildade não pode ser substituida por auto-confiança, cada jogo, é um jogo diferente, não podemos basear um jogo no que já jogamos, uma vitória nem sempre demonstra a real situação de uma equipe (nossa equipe continua  sendo melhor que nossa adversária) e nem sempre a melhor equipe vence um jogo.

No mesmo final de semana fomos ao bairro de Barro Branco na zona leste para disputar um torneio de trios e eu levei minhas meninas novamente para competirem... Perdemos novamente, mas com o reflexo do dia anterior nossas meninas jogaram focadas, humildes e valentes e enfrentamos uma equipe com faixa etária e nível maiores que o nosso.

Ficamos com a medalha de prata novamente, mas com uma diferença brutal: A primeira medalha de prata que recebemos na sexta feira teve um gosto horrível de bronze, mas a medalha de prata do sábado teve um sabor maravilhoso de ouro.

Para finalizar essa reflexão, a maior lição que aprendemos foi:
Quando damos o nosso melhor na quadra e na vida, não importa a cor da medalha que vamos pendurar no nosso pescoço, seremos sempre vitoriosos, se não damos o nosso melhor na quadra e na vida seremos sempre derrotados....

E tem pessoas que dizem que a competição não ensina...


Grande abraço.
Prof. Denílson Seckler

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ESPORTE NA ESCOLA: SAÚDE PÚBLICA E DESENVOLVIMENTO DE NOVOS TALENTOS.

                                          Se o vídeo não abrir acesse o link abaixo.

Em conversa com um colega de trabalho que está se preparando para o próximo concurso, que selecionará novos docentes públicos para nossa rede, descobri que tanto ele como os demais canditatos que estão fazendo cursos preparatórios (em diversas instituições de ensino "especializadas" nesse tipo de preparo) estão sendo expostos a ideia de que o esporte na escola é ruim, de que a competição na escola é ruim e que as olimpíadas escolares são uma completa perda de tempo e dinheiro público.

Como sou radicalmente contra essas ideias que chamo de "pedabógicas e sóciotarias", e como disponho desse espaço para expor minhas ideias, passo a refletir sobre tais absurdos. 

Ainda está muito recente, e por essa razão vamos começar pelos jogos olimpicos. O Brasil continua tendo um desempenho medíocre nas edições dos jogos olimpicos, edição após edição do mesmo. E no final dos jogos de Londres, um fato ficou bem marcado para mim, diversos especialista nacionais do esporte apontaram para a escola como um celeiro de novos talentos esportivos e o caminho mais seguro para que o Brasil alcance o nível de outras nações como USA e RUSSIA que concentram seus maiores esforços na preparação de atletas começando pela escola pública e que colhem excelentes resultados por isso (eu nem preciso comentar sobre o desempenho dessas nações nos jogos olimpicos certo?).

É pena que esses especialistas desconheçam que a crise esportiva nas escolas decorre do fato de que um "sem número de educadores" são contra o esporte na escola e esses geralmente estão nos cargos de chefia da educação para minha grande tristeza.

 Nesse ponto eu gostaria de fazer uma diferenciação oportuna: 
Existe uma diferença entre esporte da escola e esporte na escola. O primeiro tem haver com a presença dos mesmos nas aulas regulares de educação fisica escolar (e na minha experiencia, para ser bem honesto, não acontecem de maneira nenhuma, o único esporte que acontece é o "rola melão", ou seja, o futsal sem regra e sem objetivo). Já o esporte na escola tem haver com o esporte que cobra rendimento do aluno, que o prepara para competições escolares, que seleciona sim, mas que ao mesmo tempo, desafia o envolvido a melhorar fisicamente, mentalmente e oferece uma possibilidade de crescimento como ser,  como profissional futuro, no esporte escolhido pelo mesmo. É organizado, cobra resultados, gera pressão sobre os envolvidos e consequentemente responsabilidade, e disciplina e tem haver com vontade e não com obrigação, ou seja, nenhum aluno é obrigado a participar das aulas como na educação fisica. São grupos que treinam em horários separados e desenvolvem sua metodologia e sistema de avaliação baseados na modalidade escolhida e nos objetivos para tais alunos.

Só para se ter uma ideia real da situação escolar atual com relação ao esporte na escola, um professor de educação fisica não pode requerer medalhas para os alunos, pois a politica vigente não permite que se diferencie alunos. Isso é loucura, todos nós sabemos que a vida é uma competição e que quando se compete da maneira correta, campeões vão sendo formados a cada vitória e a cada derrota. A competição é um instrumento de educação, só não sabem disso os "pedabobos" e "sociotarios" que são contra a mesma nas escolas públicas.

Tenho um exemplo muito particular acerca do que estou descrevendo até o momento. Desde 2007 trabalho em escolas públicas com os chamados grupos de treinamento (todos eles com basquete). O resultado: Diversos alunos meus hoje estão em clubes esportivos jogando em diversas categorias e um exemplo mais recente é na escola onde estou atualmente (a escola que aparece no vídeo) quase 30% dos meninos e meninas que começaram o projeto comigo estavam sobre peso ou obesos e hoje já perderam muito peso, melhoram a postura e estão jogando muito bem (isso é saúde pública).

Para finalizar... o esporte na escola oferece diversos benefícios, vamos a alguns:

1. É organizado e ajuda no combate a desistência, pois "seduz" positivamente o aluno a continuar e melhorar tanto na quadra, como na sala (através da competição).
2. Combate a obesidade e o sedentarismo de alunos que não fazem a educação fisica regular (esporte da escola).
3. Oferece uma chance dos alunos pertencerem a uma equipe, defenderem uma camisa, formar uma "turma", e quem já viveu isso sabe do que estou falando.
4. Tira o tempo de ócio de meninos e meninas (tempo que tem sido usado por outros agente da sociedade para o mal) e oferece uma atividade produtiva e prazerosa.
5. Oferece uma maneira de se expressar como ser humano para os alunos (todo ser humano tem essa necessidade latente dentro de si).
Entre outros beneficios....

Termino essa reflexão fazendo um desafio a cada um de vocês, pais e professores de educação fisica. Para os pais: se seu filho estuda em uma escola pública, faça pressão para que a chefia da unidade escolar implemente grupos de treinamento na escola. Para você colega, professor de educação fisica, faça projetos de grupos de treinamento e entregue para sua chefia, não ceda a essa "presepada" de formar coitadinhos na sua escola e você certamente adorará a experiência de treinar alunos-atletas.


Fica o desafio!

Vida longa ao basquetebol na escola e no Brasil.

Forte abraço
Prof. Denilson Seckler.





terça-feira, 14 de agosto de 2012

UMA ANÁLISE DO DESEMPENHO DO BRASIL EM LONDRES 2012





Os jogos olimpicos de Londres já estão na história e junto com ele o desempenho do Brasil. Ao se findar esses jogos trago uma pequena análise feita por um grande amigo e coloco a disposição nesse blog para que possamos pensar um pouco mais sobre o assunto.
André Carvalho é meu amigo e mestre, professor de educação física e um profissional conceituado nos campos de ensino superior, desportivo e de marketing esportivo. Acompanhe uma análise que ele fez acerca do desempeno do Brasil com relação ao quadro de medalhas e algumas respostas a isso.


No início das Olimpíadas a imprensa e o COB estimavam que o Brasil ganharia + ou - 15 medalhas. Ganhamos 17. Conferi as previsões internacionais e elas indicavam de 15 a 20 conquistas para o Brasil. Se o objetivo foi alcançado, por que a maioria dos brasileiros não está feliz? Já pensei em várias respostas...

Resposta 1: A lista de países mais ricos do mundo: 1º EUA, 2º China... Brasil 7º. Por que não ficamos em 7º na Olimpíada?


Resposta 2: Somos incompetentes na maioria das coisas que fazemos. Nossa educação e cultura são fatores limitantes para um bom trabalho. Por exemplo: nos rankings mundiais de corrupção, nepotismo, superfautamento, proprinas... estamos bem. Quando alguem resolve fazer um trabalho com qualquer modalidade estes elementos estão presentes. Conheço empresários que têm medo de patrocinar...

Resposta 3: Uma parte de nossos atletas têm desempenho inferior ao esperado porque não tem uma estrutura emocional consistente. Porém, não os condeno, durante três anos uma grande parte é abandonada (muitos deles tem família passando necessidades básicas (alimentação, moradia, plano de saúde...), e no ano Olímpico aparece imprensa em casa, gravam comerciais, envolvem a família em entrevistas e aumentam consideravelmente intensidade emocional e a responsabilidade do atleta. Só que isto não foi treinado nos anos anteriores...

Resposta 4: A expectativa da população brasileira é incompátivel com nosso nível olímpico. A maior parte dos atletas conhecidos pelo público a partir de propagandas e programas esportivos não representam o topo da pirâmide esportiva mundial. A "Mídia" forma heróis de barro para vender produtos. Não as condeno, faz parte do jogo democrático, mas eles são apenas os melhores do Brasil e não do mundo. Na maioria das vezes o 5º lugar é maravilhoso para eles.

Resposta 6: Existem dois modelos básicos para formação de atletas de altíssimo nível: modelo 1 - cria-se uma imensa quantidade de competidores em ligas e campeonatos e seleciona os melhores (exemplo: basquete americano, tenis de mesa chines, futebol brasileiro...) e a confederação apenas convoca os melhores (este modelo depende de questões culturais); modelo 2 - cria-se centros de treinamentos e projetos de detecção de talentos na infância, onde estas crianças treinam diariamente e estudam no mesmo local (o único com qualidade no Brasil é o de Saquarema do Voleibol). O Brasil precisa de mais centros de treinamento com objetivos a longo prazo.


Essa análise trouxe diversos questionamentos para mim e vou tentar respondê-los para que meu exercício como profissional continue sendo o melhor dentro de minha capacidade.

Durante algum tempo ainda falaremos sobre esse assunto, mas verdadeiramente o que importa para os próximos anos é a resposta a uma pergunta simples: Como será o amanhã? Responda quem puder.... Parafraseando... Como será 2014 e 2016? Responda quem puder.

Grande abraço André Carvalho, obrigado por me permitir públicar suas análises e obrigado a todos vocês que acompanham esse blog.

Vida longa ao basquetebol na escola e no Brasil.
Até a próxima.

Prof. Denilson Seckler

terça-feira, 7 de agosto de 2012

CONFRATERNIZAÇÃO BASQUETEIRA DO X5 INTENSITY

Uma parte da galera que foi no Guitar Burger

No último sábado (04/08/2012), uma galera boa de basquete e de "garfo" se encontrou no Guitar Burger.
Fomos torcer pelo Brasil contra a China. A família X5 Intensity é pé quente, pois o Brasil deu um show de basquete, e enquanto saboreávamos deliciosos sanduíches vimos nossos rapazes da seleção "batendo um bolão".
Obrigado a todos os que lá estiveram, foi um momento muito especial pra mim.
Ver o Brasil nos jogos olímpicos depois de 16 anos com um pessoal tão bacana (próxima geração da seleção se Deus quiser) e ainda jogando tão bem como nesses jogos é motivo de grande alegria.

Que Deus permita ao basquetebol brasileiro um retorno a elite mundial e nacional.

Vida longa ao basquetebol na escola e no Brasil.

Abração

Prof. Denílson Seckler

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

JUNTOS NOVAMENTE, QUE TAL? Jogo Brasil x China

Olá galera,

Queremos convidar todos acampantes X5, pais, basqueteiros e amigos para juntos assistirmos o jogo de basquete masculino entre Brasil e China.

Clique no link para acessar o convite
http://www.youtube.com/watch?v=n7IlDyyHTU8&feature=youtu.be


Vamos levar o time brasileiro ao podium? Venha torcer!!!

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>> DESAFIO X5:
Aquele que acertar o placar do jogo ou até uma diferença de tres pontos pra mais, ganhará um BIG Lanche Especial dos diretores do X5 Intensity.

OBS: Apenas serão consideradas as sugestões postadas no blog.

GuitarBurguer  | 5565-5900
R Palestina, 604  Vila Mascote (Próx. ao McDonalds da ponte Washington Luis)
** Cada pessoa será responsável por sua alimentação.
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Qualquer dúvida entre em contato comigo.

Até amanhã,
Abraço
Prof  Denilson Seckler.